Olho para 2025 com um profundo sentimento de gratidão.
Foi um ano intenso, desafiante e extraordinariamente transformador, que me ensinou que cuidar genuinamente das pessoas e colocar o seu bem-estar no centro das decisões é a base para criar organizações mais equilibradas e resilientes.
Sou profundamente grata à Central de Cervejas, pela confiança depositada em mim para trabalhar o Bem-Estar das nossas pessoas. Trabalhar esta dimensão, que tanto me apaixona, é mais do que uma função profissional: é uma missão. Missão essa que teve um reconhecimento muito especial com a atribuição do prémio “People’s Choice”, na gala dos Wellbeing Awards, um momento que simboliza que o cuidado genuíno com as pessoas é visto, sentido e valorizado.
Dar voz ao Well-being nos palcos certos
Em 2025, tive a honra de marcar presença nos principais palcos de Recurso Humanos, em conferências e eventos, onde pude partilhar a minha visão sobre bem- estar organizacional, liderança consciente e culturas mais humanas. Mais do que a visibilidade, estas experiências deram-me algo ainda mais valioso: pessoas. Pessoas extraordinárias, profissionais inspiradores, conversas que ficam para a vida e aprendizagens que levarei comigo para sempre. A todos os que se cruzaram no meu caminho, o meu sincero obrigada.
Foi, sem dúvida, um ano de crescimento acelerado. Um ano em que aprendi muito, desafiei limites e trabalhei sempre com paixão, procurando inspirar e envolver todos os que partilharam este percurso comigo, criando pontes, mobilizando equipas e cocriando soluções que impactem positivamente a vida de colaboradores, líderes e parceiros em especial nos temas de Bem-Estar e saúde mental, áreas que considero críticas para a sustentabilidade das organizações e das pessoas.
Novos papéis, novas responsabilidades
2025 trouxe-me também a alegria de me estrear na autoria, como co-autora do livro “O Well-being é super sexy”. Foi a primeira vez que me aventurei neste território, e ficou, sem dúvida, a semente para futuras publicações. Escrever é refletir, estruturar pensamento e deixar legado, algo que quero continuar a desenvolver. Tive ainda o privilégio de ser convidada para integrar a Comissão de Saúde e Bem- Estar da APG – Associação Portuguesa de Gestão de Pessoas, uma instituição que muito respeito e à qual tenho servido de forma ativa. Contribuir para o pensamento estratégico sobre pessoas, saúde e bem-estar, em contextos alargados, é uma enorme responsabilidade e também uma grande honra.
Outro momento que muito valorizo foi ter participado no primeiro jantar solidário do IPDN – Instituto Português de Doenças Neurodegenerativas, uma instituição que apoia pessoas e famílias afetadas por doenças neurodegenerativas, promovendo investigação, prevenção e qualidade de vida. Esta iniciativa, que apoiei com entusiasmo, reforçou-me a importância de contribuir para causas que promovam impacto social real, solidariedade e responsabilidade cívica, complementando a minha visão de bem-estar para além do contexto organizacional. Aprender sempre: uma escolha consciente
Sou, assumidamente, uma eterna aprendiz. Em 2025 senti que era tempo de investir ainda mais em mim e desenvolver as minhas competências de liderança. Por isso, inscrevi-me no Programa OSA – One Step Ahead, da AESE Business School, um programa de liderança no feminino que me permitiu expandir horizontes, aprofundando conhecimentos em ética, macroeconomia, marketing, operações, finanças, ESG e responsabilidade social corporativa, entre tantos outros temas.
Acredito profundamente que a aprendizagem deve acompanhar-nos ao longo da vida, não apenas para aprofundar áreas que dominamos, mas também para ganhar novas perspetivas, desenvolver pensamento crítico e visão estratégica.
A importância de outras perspetivas
Falar de crescimento é também falar de humildade. Em 2025 tive a honra de contar com uma mentora excecional, que me questionou, desafiou e alargou perspetivas, ajudando-me a elevar o meu pensamento e a minha ação para outro patamar. Confesso, que a mentoria se revelou uma das experiências mais transformadoras do meu percurso.
Outro momento particularmente especial, foi partilhar em ambiente académico, as boas práticas de Bem-Estar Organizacional, contribuindo para que os futuros líderes integrem o bem-estar no seu top of mind desde cedo. Acredito que a mudança estrutural começa na educação e na formação de lideranças mais conscientes e responsáveis.
Desafios, equilíbrio e humanidade
2025 foi um ano de grandes desafios e de muitas conquistas. Um ano marcado pelo desejo constante de fazer mais e melhor, de estar presente em todas as dimensões da minha vida profissional e pessoal. Nem sempre consegui. E isso também foi aprendizagem. Não confundamos esforço com exaustão. Somos humanas. Somos mulheres, somos filhas, mães, profissionais e muitas vezes sentimo-nos a falhar, que não chegamos a todo o lado. Faz parte do caminho. O que não podemos permitir é viver em permanente desequilíbrio, é essencial reconhecermos que a nossa saúde mental não é negociável.
Ao longo do ano, percebi que cada decisão de dizer “não”, de criar limites claros ou de priorizar momentos de pausa não é fraqueza: é autocuidado estratégico, é cuidar de nós para podermos cuidar melhor das pessoas à nossa volta. Ignorar sinais de stress, ansiedade ou sobrecarga não apenas compromete o nosso equilíbrio, como reduz a nossa capacidade de gerar impacto positivo em tudo o que fazemos.
2026: aprofundar, estruturar e transformar
Se 2025 foi um ano de consolidação e reconhecimento, 2026 não será um ano para abrandar, mas sim para aprofundar. Quero manter a minha contribuição ativa na APG, continuar a lecionar em Business Schools e seguir comprometida com a formação de líderes melhor preparados para a complexidade do mundo atual, capazes de criar organizações onde o bem-estar das pessoas seja uma prioridade, promovendo culturas saudáveis, equilibradas e sustentáveis.
Em 2026 darei um passo importante no meu percurso académico com o início de um mestrado na área da saúde. Esta decisão nasce da convicção de que o trabalho sério em Bem-Estar exige rigor científico e evidência. Quero continuar a contribuir com mais clareza, conhecimento e profundidade. Neste alinhamento, assumo com enorme sentido de missão o meu contributo para o Pact for Mental Health in the Workplace, da Universidade Católica, um compromisso que reúne organizações, academia e especialistas para criar ambientes de trabalho mais saudáveis. Integrando conhecimento científico e boas práticas organizacionais, espero contribuir para transformar o bem-estar mental nas organizações, em prioridade estratégica, dando o meu melhor em cada iniciativa.
Impacto social e novos olhares
Sinto-me profundamente grata por integrar a equipa de Mentores MILES da Fundação Manuel Violante, onde acompanharei duas instituições ao longo de 2026. Este será um percurso de partilha, escuta e aprendizagem mútua, aprofundando o meu conhecimento sobre economia social, impacto e gestão de projectos em contextos de elevada complexidade.
Quero também aprofundar temas emergentes como a Silver Generation, refletindo sobre longevidade, envelhecimento ativo, inclusão e bem-estar ao longo de todo o ciclo de vida.
Inovação e legado
2026 marcará o início de um projeto inovador de Bem-Estar em Portugal, que em breve partilharei. Paralelamente, continuarei a trabalhar numa nova publicação sobre Bem-Estar Organizacional, assumindo um papel ativo na sua construção, com o objetivo de oferecer uma ferramenta prática, relevante e transformadora para líderes e organizações.
Liderar com consciência
Entro em 2026 com clareza, propósito e uma ambição serena: continuar a inspirar e apoiar mudanças positivas nas organizações, implementar projetos de bem-estar organizacional, contribuir para culturas mais saudáveis, investir no desenvolvimento de líderes mais conscientes e continuar a aprender, sempre. E cuidar de pessoas continuará a ser, para mim, não apenas uma prioridade, mas a minha maior causa.
Que venha 2026. Com coragem, consciência e coração.





