Como se lidera quando o futuro muda todos os dias

Diana Nunes DIGITAL & CRM DIRECTOR

Há carreiras que se constroem como linhas retas, previsíveis, quase geométricas. E depois há percursos como o de Diana Nunes, Digital & CRM Director do Grupo SIVA — feitos de encruzilhadas, decisões ousadas, aprendizagens profundas e uma convicção inabalável de que a tecnologia só faz sentido quando melhora a vida das pessoas.

 

A sua história não é apenas a de uma profissional que domina a linguagem dos dados, da automação e da Inteligência Artificial. É a história de alguém que aprendeu a traduzir complexidade em clareza, estratégia em ação e inovação em impacto real. “O meu percurso profissional tem sido marcado pela convergência entre estratégia e tecnologia”, começa por dizer. E é precisamente nessa convergência que se desenha a sua identidade enquanto líder.

O início: onde a estratégia encontrou a tecnologia

Antes de chegar ao setor automóvel, Diana começou em consultoria, um terreno fértil para quem gosta de pensar, questionar e resolver problemas. “Trabalhar com diferentes setores e modelos de negócio permitiu me desenvolver uma visão sistémica e um pensamento crítico orientado para a resolução de problemas complexos”, recorda.

Foi ali que aprendeu a olhar para as organizações como organismos vivos, onde cada decisão tem impacto em múltiplas dimensões. E foi ali que percebeu que a tecnologia, quando bem aplicada, não é um fim – é um acelerador. Mais tarde, o MBA trouxe-lhe outra camada de profundidade. “Retornar à academia com experiência acumulada deu-me uma perspetiva mais madura e um enquadramento estratégico sólido para liderar processos de mudança em grande escala”, explica. O que parecia apenas mais um passo académico tornou-se um ponto de viragem. A partir dali, Diana deixou de ser apenas uma profissional competente para se tornar uma líder preparada para transformar.

A chegada à SIVA: onde a visão encontrou o terreno certo

Quando entrou na SIVA, encontrou uma cultura aberta à inovação e um espaço onde podia finalmente unir tudo o que tinha aprendido. “Foi aqui que percebi o verdadeiro impacto de liderar transformações que unem tecnologia e pessoas ao serviço do negócio”, afirma.

A SIVA tornou-se o seu laboratório vivo: comunicação, digitalização, CRM, automação, IA. Tudo integrado. Tudo pensado para criar valor real. E foi também aqui que descobriu que liderar transformação não é apenas implementar ferramentas.É criar condições para que as equipas cresçam, experimentem e se sintam parte do processo.

O setor automóvel: um gigante em mutação

O setor automóvel vive uma revolução sem precedentes. Digitalização, eletrificação, conectividade, novos modelos de mobilidade. Tudo muda ao mesmo tempo. “O consumidor está mais informado, exige transparência e espera interações altamente personalizadas”, explica Diana.

Hoje, as equipas de Marketing & Comunicação trabalham com:
• Segmentação avançada
• Dados integrados de múltiplos touchpoints
• Automação inteligente
• Conteúdos educativos
• Narrativas simplificadas para temas altamente técnicos.

A criatividade continua essencial, mas já não basta. “A criatividade só ganha escala quando combinada com dados, tecnologia e uma cultura orientada para experimentação rápida”, sublinha. É esta combinação rara, exigente e transformadora que define o novo marketing automóvel.

2025: o ano em que a Inteligência Artificial deixou de ser tendência

Se há palavra que marcou 2025, foi IA. “O maior desafio foi compreender e incorporar o potencial concreto da Inteligência Artificial no negócio”, afirma. A SIVA não ficou à espera. Criou programas de capacitação, formou embaixadores internos de IA, reavaliou processos críticos e identificou oportunidades de automação inteligente. Mas Diana é clara: “Mais do que adotar tecnologia, o desafio foi preparar a organização para um novo modelo operativo, onde humanos e máquinas colaboram.” A tecnologia é importante. Mas a cultura é decisiva.

A proximidade com o cliente: onde a digitalização se torna humana

A digitalização trouxe novas oportunidades de proximidade e novos desafios. “A eficácia hoje depende menos de grandes campanhas e mais da capacidade de entregar valor ao cliente em cada micro momento da sua jornada”, explica. Entre as iniciativas mais impactantes, destaca:
• Tratamento de dados para antecipar necessidades
• Automação conversacional inteligente
• Conteúdos interativos e educativos
• Modelos de experimentação contínua
A jornada do cliente deixou de ser linear. Agora é fluida, personalizada e omnicanal. E a SIVA está a redesenhá-la todos os dias.

Liderança feminina num setor tradicionalmente masculino

O setor automóvel sempre foi um território dominado por homens. Mas isso está a mudar e Diana é parte ativa dessa mudança. “Acredito numa liderança que cria espaço para que as pessoas possam experimentar, contribuir e crescer”, afirma.

O seu estilo de liderança assenta em três pilares:
• Partilha de conhecimento, essencial num contexto de transformação acelerada
• Autonomia, porque a inovação nasce da liberdade
• Diversidade, vista como ativo estratégico
“A realização vem não só dos resultados alcançados, mas da evolução das equipas e da confiança que ganham aoenfrentar desafios complexos”, afirma. É assim que se lidera quando se acredita que o talento floresce melhor em ambientes inclusivos.

O futuro da mobilidade: três forças que vão moldar o setor

Diana identifica três tendências estruturantes:
1. Eletrificação sustentável e acessível
2. Conectividade e ecossistemas digitais
3. Condução autónoma e novos modelos de mobilidade.

Estas forças vão exigir marcas mais educativas, mais omnicanal e mais orientadas para valor. “As marcas terão de antecipar necessidades, comunicar com clareza e integrar tecnologia de forma consciente”, reforça.

2026: o ano de consolidar a Inteligência Artificial

Para o próximo ano, Diana tem uma ambição clara: “Consolidar a estratégia de Inteligência Artificial da SIVA, reforçando o papel dos embaixadores internos como agentes de mudança.” Acredita que o futuro da mobilidade será moldado tanto pela tecnologia como pela forma como a comunicamos. “O futuro será definido pela capacidade de transformar tecnologia em experiências humanas relevantes”, conclui.

A história de Diana Nunes é a história de uma geração de líderes que não têm medo da mudança – porque a entendem, a estudam e a transformam em oportunidade. É a história de alguém que acredita que a tecnologia só faz sentido quando melhora a vida das pessoas. que a liderança só é verdadeira quando cria espaço para os outros crescerem. E que o futuro da mobilidade será sempre humano – mesmo quando for digital. Uma líder que não segue tendências. Que reage ao futuro. Constrói-o. E que, todos os dias, prova que a verdadeira transformação acontece quando estratégia, tecnologia e pessoas caminham na mesma direção.

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