Quinta da Alorna, A lembrança das Castas

Na Quinta da Alorna encontramos uma história riquíssima, onde D. Leonor de Almeida Lorena e Lencastre (também conhecida por Marquesa de Alorna) esteve muito à frente do seu tempo. Nesta belíssima Quinta, podemos visitar as vinhas e a adega, sem esquecer o centro equestre e os espaços naturais.

Os vinhos da Quinta da Alorna dividem-se em várias castas como Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon, Alicante Bouschet, Arinto e Chardonnay. Como é que se envolve as potencialidades do enoturismo, para o conhecimento dos vossos vinhos?

O enoturismo nos dias de hoje é uma ferramenta importante e deve ser trabalhada precisamente nesse sentido, dar a conhecer o que fazemos in loco, dar a oportunidade de vivenciar a cultura, tradição familiar e local, a gastronomia e o contato direto com as pessoas envolvidas no processo. É uma experiência que é difícil de esquecer. Inerentemente levam daqui o “sabor”, e a lembrança das nossas castas, dos nossos vinhos.

Para uma deliciosa refeição devemos acompanhar um vinho igualmente excelente. Como enóloga da Quinta da Alorna que conselhos dá na escolha do tal vinho?

Primeiro temos de saber o que vamos comer e depois adequar o tipo de vinho para que possamos tirar o máximo prazer dessa refeição. Aqui o importante é focarmo-nos no equilíbrio gustativo, ou seja, o vinho não deve sobrepor-se à comida e vice-versa. Se temos um prato leve, como uma salada ou peixe grelhado, temos de combinar um vinho igualmente “leve”, se combinarmos um vinho tinto encorpado, por exemplo, de certeza que a sensação na boca não será agradável, o vinho aniquilará a salada ou o peixe.
Nesta área basicamente não há regras, ou melhor, existem os parings pré-definidos, mas que podemos tentar quebrá-los e obter experiências muito mais agradáveis, como combinar queijos amanteigados de intensidade média-forte com vinhos brancos com algum tempo de barrica, ou este último com sopa da pedra, um desafio que fazemos muitas vezes na Quinta da Alorna, ao qual todos saem rendidos no final.

 Quais as vantagens de a Quinta da Alorna estar sediada na margem do rio Tejo?

O rio Tejo tem uma grande influência em toda a região, no caso da Quinta da Alorna, a vinha assenta essencialmente na “Charneca”, zona situada a cerca de 10 km da margem esquerda do rio onde há milhões de anos foi edificada e formou-se este solo tão característico fundamentalmente arenoso. As areias, argilas e calhau rolado são sedimentos essencialmente fluviais das várias eras passadas. Depois, como em tantas outras regiões do Mundo, o rio modera e refresca a temperatura especialmente nos meses de Verão. Estas características conferem às uvas e posteriormente ao vinho uma elegância e frescura única, que se sente nos vinhos brancos. Almeirim é muito reconhecida pelos seus vinhos brancos, mas tambem no aroma e boca dos vinhos tintos, têm uma acidez fina que equilibra com a estrutura e opulência dos vinhos tintos.

Quais os vinhos “premium”?

Os nossos vinhos “premium” são o Marquesa de Alorna Grande Reserva Branco e Tinto e os Colheita Tardia de Fernão Pires (branco) e Tinta Miúda (tinto).

Gostaríamos que fizesse um convite para que as nossas leitoras conhecessem a Quinta da Alorna.

A Quinta da Alorna tem uma história riquíssima, existe desde 1723, onde a Mulher teve uma posição de destaque ao longo dos anos. Vou citar apenas D. Leonor de Almeida Lorena e Lencastre, mais conhecida por Marquesa de Alorna, muito à frente do seu tempo, apaixonada, rebelde, determinada e sonhadora deixou uma vasta obra literária, a ela se devem as primeiras escolas femininas em Portugal.
Para além das vinhas e adega, a Quinta da Alorna possui um centro equestre e belíssimos espaços naturais que encantam qualquer um numa visita e ou prova guiada que termina na Loja da Quinta onde poderá adquirir qualquer um dos vinhos da nossa gama e deliciar-se com as compotas, bolachas, enchidos, entre outras delícias deste local.